HISTÓRIA COMOVENTE

Atleta paralímpica abre ciclo de palestras aos atletas e comissão técnica do rubro-negro

06.06.2019

Emoção à flor da pele. Na manhã desta quinta-feira (6), a nadadora paralímpica baiana Verônica Almeida, 44 anos, contou sua história de vida em um encontro com os atletas rubro-negros, após o treinamento pela manhã. O grupo ficou emocionado.

Paraplégica, consequência da Síndrome de Ehlers-Danlos, doença degenerativa que impede as células de produzirem colágeno, Verena abriu o ciclo de palestras que o Vitória promoverá na atual temporada.

Verônica deu um depoimento muito bonito, falando sobre a descoberta da doença, a viagem para a França, onde precisou se alimentar com resto de comida para matar a fome, antes de iniciar o tratamento, que continua até hoje.

“A Verônica, além de ter transmitido toda a sua história,  conseguiu inspirar tanto a comissão técnica, quanto os atletas, e fortalecer aquilo que a gente já vem tentando transformar. Acho que é isso que a gente tem que realmente buscar: virar o jogo. Todos nós temos que virar o jogo”, resumiu o técnico Osmar Loss.

O presidente Paulo Carneiro ao apresentar Verônica, destacou os feitos da nadadora paralímpica. Ex-atleta e musa do Vitória, ela falou sobre a experiência vivida nesta quinta.

“Foi uma sensação única, diante de muitas experiências já vividas. Senti nos olhos a vontade de cada um deles de absorver e de se inspirar para um novo passo. Eles hoje saem daqui com uma história, uma nova capa, para poder realmente virar esse jogo”.

Verônica Almeida é da seleção brasileira de natação, medalhista paralímpica, mundial e parapan-americana, além de dona de um recorde no Guiness Book. Professora de Educação Física, ela foi diagnosticada em 2007 com uma doença degenerativa que enfraquece os músculos dos braços e pernas.

Verônica ganhou a medalha olímpica nos 50 metros borboleta em 2008, na Olimpíada de Pequim, foi campeã mundial em 2010, na Holanda, e parapan-americana em 2015, no Canadá.

No ano de 2015, mais uma conquista: completou os 13 km de natação em mar aberto durante a travessia Mar Grande-Salvador, e entrou para o Guiness Book como paratleta mais rápida do mundo.

Fotos: Ascom/EC Vitória