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HERMANOS COM DENDÊ

O espanhol passou a ser a segunda língua mais falada no Leão. Porém, nossos gringos também querem falar português

16.02.2017

Não embole a língua, pois o Leão baiano é bilíngue. Na verdade, o Vitória tem quatro línguas oficiais no Barradão: português, espanhol, portunhol e o baianês, é claro. Com as chegadas dos gringos Pisculichi, Dátolo, Pineda e Bhryan, além do meia Cárdenas que já estava no clube, todo mundo agora precisa arranhar na língua dos hermanos. Entre os gringos, quem mais precisa de auxílio é o atacante Pineda. É a primeira vez que o chileno atua no Brasil. “Não consigo entender quase nada ainda. Se falar devagar, ainda entendo. Mas quando começam a falar muito rápido, fico confuso. Mas vou aprender”, assegura Pineda, que foi apresentado com honrarias. Ele teve o auxílio do presidente Ivã de Almeida, que traduziu para o atacante todas as perguntas dos repórteres.

Além de Pineda, Pisculichi também precisa de auxilio. Porém, outros já estão mais habituados com o português e preferem elevar o nível, partindo para o intensivo com o bom baianês. “Já falo português tranquilo. Agora quero aprender como baiano fala. Experimentei o acarajé, muito bom. Adorei. Só não gostei do camarão, pois tem muita casca e é seco. Por que é seco? Mas o vatapá, que maravilha! O que significa vatapá? É muita coisa para aprender aqui. Não vou mais embora”, brinca Jesús Dátolo, que já atuou em outros clubes brasileiros, como Internacional e Atlético Mineiro. Para a turma brasileira, o portunhol já resolve. “Eles entendem tudo, rapaz! Não vá na onda deles não”, brinca André Lima.

Se, fora do campo, os gringos se apertam para se expressar, dentro das quatro linhas, eles falam a mesma língua: futebol. Na última goleada diante do Flamengo de Guanambi, no Barradão, por 6×1, Pineda e Dátolo jogaram o fino da bola. O chileno prestou assistências e quase marca dois, se não fossem os impedimentos marcados de forma equivocada. Já Jesus, marcou duas vezes e entrou para história do clube como primeiro jogador a fazer gol olímpico no Barradão, vestindo a camisa vermelha e preta. Petkovic chegou a fazer um gol de escanteio, mas foi na Fonte Nova. Piscu, se recuperando, aguarda também a chance de ele de entrar para a história dos gringos no Leão. “Vamos fazer história. Procuramos nosso espaço, todos, seja brasileiro ou gringo. Podemos falar outras línguas, mas fazemos parte da mesma família: o Vitória”, completa Dátolo.

Confira alguns gringos que passaram pelo Vitória, desde a década de 40 até hoje:

GOLEIRO
Viáfara (COL/2008-2010)
Andrada (ARG/1976)
Gato Fernández (PAR/1986)
Júnior Fernández (PAR/2014/15)

ZAGUEIRO
Dorotéo Silva (URU/1988-89)
Saavedra (CHI/2009)
Ever Moas (URU/1997-98)
Jonathan Ferrari (ARG/2014)

VOLANTE
Mbous (CAM/2001).

MEIA
Petkovic (SER/1997-99)
Ali Baba (TOG/2006)
Lucas Nanía (ARG/2011)
Cáceres (PAR/2013-14)
Maxi Biancucchi (ARG/2013)
Luis Aguiar (URU/2014)
Cárdenas (COL/2016-17)
Escudero (ARG/2013,14 e 15)
Dátolo (ARG/2017)
Pisculichi (ARG/2017)
Bryhan (BOL/2017)

ATACANTE
Rui Carneiro (POR/anos 40)
Zingone (ARG/1953)
Villar (ARG/1969)
Fischer (ARG/1976)
Ricky (NIG/1984-85 e 94)
Benji (NIG/1988-90)
Nicolas Hernández (URU/1998 e 99)
Gabrich (ARG/2000)
Sand (ARG/2001 e 02)
Osmanovic (SER/2001 e 02)
Aristizábal (COL/2002)
Maestri (PER/2003 e 04)
Marcelo Moreno (BOL/2004-07)
Minoru (JAP/2005)
Arissou (TOG/2006)
Trípodi (ARG/2008)
Beltrán (PAR/2014)
Ramallo (BOL/2016)
Pineda (CHI/2017)

Lembrou de mais algum?